As principais informações sobre São José são encontradas nos primeiros Capítulos do Primeiro e do Terceiro Evangelho, que são verdadeiramente as notícias mais fidedignas. Todavia, existe uma literatura que embora apócrifa, e portanto, não pertence ao Cânon da Igreja e não são considerados Livros Sagrados, revelam entretanto muita imaginação e alguns dos livros, foram escritos com base na tradição judaica, apresentando informações preciosas e interessantes sobre os costumes e hábitos dos judeus.

Entre estas obras, as que mais abordam episódios da Vida de São José, citamos: o denominado “Evangelho de James”, o “Pseudo-Mateus” , o “Evangelho do Nascimento da Virgem Maria”, “A História de José, o Carpinteiro” , e a “Vida da Virgem Maria e Morte de José”. Todos eles foram escritos no século I da era cristã.

Entretanto, com prioridade utilizamos as informações contidas na Bíblia Sagrada de Jerusalém, objetivando deixar o texto o mais próximo possível, da realidade que aconteceu. Contudo, para oferecer uma agradável continuidade ao enredo da Vida de São José, acolhemos também, algumas informações e inspirações daqueles mencionados livros que seguem a Tradição Judaica, porque as consideramos apropriadas e verosímeis, e estão fundamentadas no comportamento humano da época.

 

1. A ORIGEM DE JOSÉ

Todavia com o passar dos anos, revelou uma notável tendência para o trabalho com madeira, que o levou a deixar o cultivo do solo num segundo plano e a se empenhar na profissão de carpinteiro.

José nasceu em Belém de Judá (Lc 2,3-4), e presumivelmente deve ter permanecido lá até idade adulta (12 anos pelos costumes judaicos). Embora não encontrando nenhuma informação confiável sobre a sua mãe, é certo que o seu pai chamava-se Jacó e mudou-se com a família para Nazaré da Galiléia, provavelmente para cultivar uma terra que comprou no Vale Esdrelon.

José, junto com o seu irmão mais velho chamado Cleófas, trabalhou na lavoura, ajudando o pai a produzir alimentos para o consumo próprio e comercialização. Todavia com o passar dos anos, revelou uma notável tendência para o trabalho com madeira, que o levou a deixar o cultivo do solo num segundo plano e a se empenhar na profissão de carpinteiro.

Cleófas era casado com uma jovem também chamada Maria, conhecida no Novo Testamento com o nome de Maria de Cleófas, com quem teve três filhos: Tiago Menor, Apóstolo de JESUS, autor de uma epístola e segundo Bispo de Jerusalém. José, conhecido por “Barsabás, o Justo”. Maria Salomé, que se casou com Zebedeu e teve dois filhos: Tiago Maior e João (o Evangelista) autor do Terceiro Evangelho, dos Atos dos Apóstolos, de três Epístolas e do Apocalipse. Ambos são Apóstolos de JESUS.

 

2. O INTERESSE POR MARIA

“Se você se casar comigo eu também farei o voto de castidade perpétua, para juntos vivermos o nosso amor e consagrarmos ao CRIADOR os nossos trabalhos, nossas alegrias e tristezas, e toda a nossa vida” (São José)

José, era um homem de poucas palavras, tinha gênio calmo e retraído, dedicado essencialmente ao trabalho e as orações na sinagoga, fazendo do labor o seu próprio lazer. É provável que tivesse a idade de 26 anos, quando sua atenção foi despertada para aquela encantadora jovem de cabelos negros e olhos azuis, chamada Maria de Nazaré, que diariamente atravessava a rua com um cântaro de barro em direção a uma fonte que ficava na praça central, para apanhar água.

Nazaré, como a grande maioria das cidades naquela época não possuía água encanada, mas tinha uma fonte, onde todos se serviam, levando água para o asseio e preparo das refeições.

José logo ficou interessado naquela jovem, que além de muito bonita, portava-se com dignidade e discrição, e revelava uma decidida aptidão pelo trabalho.

Sempre que surgia uma oportunidade ele se aproximava para dizer-lhe algumas palavras. E assim, alimentando interiormente uma grande simpatia por Maria, decidiu freqüentar a casa do senhor Joaquim e de dona Ana, pais da moça, pois ansiava estar perto dela.

Maria observava o interesse dele, mas se calava na sua modéstia e simplicidade, deixava que as visitas acontecessem como bons vizinhos, sem contudo as estimular para não alimentar nenhum projeto em José, mesmo porque, nessa ocasião, seu ideal já estava direcionado para um outro objetivo, “buscava e cultivava intensamente o Amor de DEUS”.

Entretanto a medida que passava o tempo as visitas de José se sucediam e se multiplicavam com crescente freqüência até que num daqueles dias, em que os dois jovens conversavam sobre as coisas do cotidiano, ele declarou decididamente o seu amor. Maria silenciou, assumiu uma atitude mais séria e revelou a José o segredo de sua vida. Explicou-lhe que havia consagrado a sua existência ao CRIADOR numa escolha livre e espontânea, inclusive, revelou que fez o voto de castidade perpétua, como a melhor maneira que encontrou para demonstrar o seu incomensurável e apaixonado amor por DEUS.

José ficou perplexo! Como todo judeu, queria casar e ter os seus filhos. Afinal, naquela época, a função primordial das mulheres era casar e ter filhos. Aquela que não se casasse, ou que se casasse e não tivesse filhos, era considerada pelos costumes e pela lei judaica como mulher opróbia, isto é, castigada por DEUS. Por isso, é fácil imaginar a grandeza do espanto de José, diante daquela afirmação da mulher que ele amava.

Por essa razão, podemos conjeturar, que ele saiu arrasado daquele encontro, frustrado e desapontado com o rumo dos acontecimentos, repleto de não tranqüilidade porque em sua mente não conseguia encontrar explicações para aquele inusitado desfecho. Passou dias cheio de angústia, mergulhado em profunda reflexões a procura de caminhos ou soluções que lhe restituíssem o equilíbrio emocional, porque permanecia em pleno espanto, sem conseguir entender o que estava acontecendo. E assim passaram vários dias…

Todavia, embora estivesse ansiando por uma inspiração, a medida que decorriam as semanas começou a entender também, que Maria tinha traçado o ideal de sua existência e que a sua decisão era definitiva e irrevogável. A partir de então, começou a raciocinar de outro modo, enveredando-se na busca de outras possibilidades, porque sobretudo compreendeu que Ela era uma mulher admirável, bonita, com uma personalidade forte e marcante, e que já estava ocupando uma imensa dimensão em seu coração. Percebeu ainda que não se tratava apenas de um casamento, com o objetivo de constituir uma numerosa família, da mesma forma que entendeu, que não seria a mesma coisa se ele se casasse com outra mulher. Porque verdadeiramente ele estava apaixonado por Maria… Lembrava-se de seu maravilhoso sorriso, de sua suave e encantadora maneira de falar, de seu raciocínio inteligente, simples e profundo e da ternura de sua atenção…

Compreendeu que não podia viver sem a companhia Dela e por isso mesmo, resolveu assumir uma decisão corajosa. Podemos imaginar que ele foi ao encontro de Maria e junto Dela, com a convicção de ter feito a melhor escolha, fixou-lhe o olhar e apresentou a sua proposta: “Se você se casar comigo eu também farei o voto de castidade perpétua, para juntos vivermos o nosso amor e consagrarmos ao CRIADOR os nossos trabalhos, nossas alegrias e tristezas, e toda a nossa vida”.

Considerando a posição da mulher naquela época, sem dúvida para Maria foi a solução ideal, porque casando-se com José, poderiam cultivar juntos a castidade sem que ninguém viesse a desconfiar.

Maria aceitou o convite de José e logo, começaram os preparativos para o Casamento conforme o costume judaico. A alegria ocupou integralmente o coração dos dois noivos, que demonstravam uma imensa felicidade.

 

3. O ANÚNCIO DA VINDA DO SENHOR

Maria disse “Sim” ao plano do CRIADOR e o Anjo partiu para a eternidade. Pela Vontade de DEUS PAI e ação do ESPÍRITO SANTO, o FILHO DE DEUS veio e se agasalhou de modo sobrenatural no ventre de Maria. Começava a Santa Gravidez de NOSSA SENHORA.

Certo dia, tendo terminado os serviços domésticos na casa de seus pais, Maria descansava em seu pequeno quarto quando subitamente recebeu a visita de um Anjo do SENHOR, que sorrindo, depois de cumprimentá-la, anunciou-lhe que Ela era Alguém muito especial no Plano Divino, que tinha sido escolhida para MÃE do Redentor, Aquele que viria salvar a humanidade de seus pecados e deixar meios para que as pessoas pudessem ter vida em plenitude, vivendo reconciliadas e em comunhão de amor com DEUS.

O Anjo confidenciou-lhe também, que sua prima Isabel, apesar da idade avançada, estava grávida de seis meses, ela que era considerada estéril. (Lc 1,26-38)

Maria disse “Sim” ao plano do CRIADOR e o Anjo partiu para a eternidade. Pela Vontade de DEUS PAI e ação do ESPÍRITO SANTO, o FILHO DE DEUS veio e se agasalhou de modo sobrenatural no ventre de Maria. Começava a Santa Gravidez de NOSSA SENHORA.

Na seqüência dos dias, conversando com José, seu noivo, e seus pais, contou-lhes a notícia sobre a prima, mas não lhes disse que tinha sido escolhida “MÃE DO SENHOR” . E procedeu assim por achar prematuro anunciar um acontecimento de tal grandeza e também, porque entendeu que se tratava de uma ocorrência que estava no domínio de DEUS, e ninguém melhor do que ELE para escolher a ocasião certa para a revelação de algum fato e os esclarecimentos que se fizessem necessários. Por isso, Maria silenciou e guardou o precioso segredo no fundo do coração.

Joaquim, seu pai, que sempre viajava para Jerusalém a fim de comercializar, quando naqueles dias passou por Nazaré uma caravana de mercadores, decidiu viajar e também levar consigo sua filha. Ele ficou em Jerusalém para fazer transações comerciais e Maria caminhou sozinha os 6 quilômetros que separam Jerusalém de Ain Karin, onde morava a sua prima Isabel, para prestar-lhe serviços durante os três meses finais da gravidez. (Lc 1,39)

 

4. A REAÇÃO A GRAVIDEZ DE MARIA

Triste e pensativo passou dias terríveis, repleto de constrangimento e intranquilidade. Não encontrava nenhum motivo que o fizesse entender aquela ocorrência.

Depois do nascimento de João Batista, filho de Isabel, Maria regressou a Nazaré, naturalmente acompanhada de uma pessoa da família. A gravidez de Maria já se fazia notar. Como era natural, seus pais, os amigos e parentes exultaram com o fato, pois era o anuncio de que mais um membro da família estava por chegar.

Segundo os costumes e a lei judaica, este fato era perfeitamente normal. Entre o Noivado e as Bodas (o Casamento propriamente dito), existia um espaço de tempo chamado “Condução” que podia chegar até 12 meses, e no qual, o noivo tinha poder estrito sobre a sua companheira, inclusive se ela ficasse grávida, a prole era considerada legítima.

Todavia, José ficou admirado! Ele que não teve qualquer participação, como justificar aquele fato? Ele conhecia as virtudes de sua noiva e lembrava-se do projeto de castidade que ambos fizeram!… Por isso mesmo, como explicar aquele acontecimento?

Triste e pensativo passou dias terríveis, repleto de constrangimento e intranquilidade. Não encontrava nenhum motivo que o fizesse entender aquela ocorrência. Por isso, enquanto decidia o que fazer, um Anjo do SENHOR apareceu-lhe em sonho e lhe disse: “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que Nela foi gerado vem do ESPÍRITO SANTO. Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de JESUS, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados”. (Mt 1,20-21)

Homem responsável e de fortes convicções religiosas, recuperou a tranqüilidade espiritual, afastando para longe a tentação demoníaca que maldava os seus pensamentos. Na seqüência dos dias, ultimou os preparativos para as núpcias.

 

5. JOSÉ & MARIA, UMA SÓ CARNE

José tendo nascido em Belém, para não faltar com sua responsabilidade e cumprir com o dever cívico, atendendo a ordem emanada do poder romano, para lá viajou em companhia de Maria, sua esposa, que já estava no último mês de gravidez. (Lc 2,1-5)

A Celebração das Bodas seguiu o rito judaico e logo a felicidade tomou conta do coração dos esposos. Passaram a viver numa pequena casa em Nazaré. Mas por pouco tempo, porque foi decretado um edito romano mandando que fosse realizado um recenseamento e todos os povos subjugados pelo poder de Roma, deviam obedecer.

Como Nazaré era um lugarejo pequeno que nem constava dos mapas romanos, recebeu a notícia com atraso, no último mês de recenseamento. Cada cidadão era obrigado a se apresentar na junta militar estabelecida em sua cidade natal.

José tendo nascido em Belém, para não faltar com sua responsabilidade e cumprir com o dever cívico, atendendo a ordem emanada do poder romano, para lá viajou em companhia de Maria, sua esposa, que já estava no último mês de gravidez. (Lc 2,1-5)

 

6. O NASCIMENTO DE JESUS

Ela e José tinham acabado de viver uma experiência verdadeiramente sobrenatural com o nascimento de seu Filho. Para Maria, aquelas palavras anunciadas pelo Arcanjo Gabriel expressando todo o Amor de DEUS por Ela, concretizavam-se naquela linda criança que feliz sorria deitada numa manjedoura.

Em face do Recenseamento, Belém estava com grande movimentação de pessoas e por essa razão, José e Maria não encontraram nas casas dos parentes e amigos um local onde pudessem abrigar-se, foram para uma gruta que as vezes era utilizada como estrebaria. Estando lá, completaram-se os dias da gestação e nasceu JESUS, NOSSO SENHOR e Redentor de toda humanidade. (Lc 2,6-7) “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. (Jo 1,14)

Naquela região, alguns pastores que vigiavam o rebanho receberam a visita de um Anjo que lhes anunciou: “Não tenhais medo! Eis que eu vos anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo: Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o CRISTO SENHOR, na cidade de Davi. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém-nascido envolto em faixas e deitado numa manjedoura. E de repente, juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste a louvar a DEUS, dizendo: Glória a DEUS nas alturas, e paz na terra aos homens que ELE ama”! (Lc 2,10-15)

Os pastores ficaram admirados com o que viam e se apressaram à chegar a Gruta em Belém. Encontraram Maria, José e o MENINO-DEUS numa manjedoura. Vendo-os, contaram-lhes tudo o que o Anjo havia anunciado.

Maria ouvia e conservava todos aqueles acontecimentos no coração, e no seu silêncio, meditava e procurava entender tudo que diziam sobre JESUS.

Ela e José tinham acabado de viver uma experiência verdadeiramente sobrenatural com o nascimento de seu Filho. Para Maria, aquelas palavras anunciadas pelo Arcanjo Gabriel expressando todo o Amor de DEUS por Ela, concretizavam-se naquela linda criança que feliz sorria deitada numa manjedoura.

José, cheio de admiração, sentia vigorosamente o Mistério de DEUS envolver a sua vida. E se alguma desconfiança ainda existia em seu espírito, pela explicação que recebeu do Anjo a respeito da gravidez de sua esposa, agora, com aquele nascimento milagroso, dissiparam-se todas as possíveis dúvidas.

José emocionado entendia e se curvava respeitosamente a Vontade do CRIADOR. Prostrado junto de Maria, adorava o Pequenino DEUS que lhe foi confiado pelo SENHOR, a fim de que O protegesse por toda a vida.

Ele e Maria jubilosamente manifestavam uma indescritível felicidade, porque naquele momento sagrado também se concretizou um segundo e importante milagre: pela santíssima Vontade de DEUS Maria permaneceu Virgem. O SENHOR que já a havia preservado no instante da fecundação, considerando a sua singular e heroica demonstração amorosa de conservar a virgindade, preservou também a sua integridade física no momento do nascimento de JESUS.

Da mesma forma que o Verbo de DEUS entrou em Maria e agasalhou em seu ventre permanecendo por nove meses, misteriosamente saiu, sem causar-lhe qualquer dano.

 

7. JOSÉ, ESCUDO DA FAMÍLIA

Herodes Magno, rei da Judéia, sabendo da visita dos Magos, com receio de perder o seu trono para o “Rei dos Judeus”, projetou em sua mente doentia eliminar JESUS. Todavia, como não sabia onde ELE estava, ordenou a matança de todas as crianças de Belém com menos de dois anos de idade.

Terminado o recenseamento, mudaram-se da Gruta onde estavam e passaram a viver numa pequena casa em Belém.

JESUS já estava com quase dois anos de idade quando recebeu a visita dos Três Reis Magos que vieram do Oriente para adorar o MENINO-DEUS. Belchior, Gaspar e Baltazar depois de prostrarem-se diante DELE, ofertaram-LHE ouro, incenso e mirra. (Mt 2,11)

Herodes Magno, rei da Judéia, sabendo da visita dos Magos, com receio de perder o seu trono para o “Rei dos Judeus”, projetou em sua mente doentia eliminar JESUS. Todavia, como não sabia onde ELE estava, ordenou a matança de todas as crianças de Belém com menos de dois anos de idade.

José avisado em sonho sobre os planos do terrível monarca, corajosamente na mesma noite, levantou-se e fugiu em companhia de Maria, levando o MENINO para o longínquo Egito. (Mt 2,13-14)

Como era noite, sem tempo para preparar a viagem, é provável que saíram a pé pela estrada que conduz a Hebron. Em Hebron devem ter chegado ao amanhecer e sem demora, agilizaram os preparativos para uma rápida viagem.

Com o ouro presenteado pelos Magos, devem ter adquirido dois camelos dromedários (que são os mais ágeis e velozes) e comprado provisões, abastecendo necessariamente para empreenderem a fuga.

Provavelmente devem ter seguido uma rota passando pelo Vale Wâdi-el-Halil objetivando chegar em Bersabéia, distante 45,5 quilômetros, porque ali já estavam fora dos limites territoriais de Herodes. A seguir, com mais tranqüilidade seguiram com a viagem para o Egito, atravessando quase 400 quilômetros de deserto.

Presume-se que a Sagrada Família depois de cruzar a divisa entre os dois países Israel e Egito, estabeleceram-se em Hasana, ao lado do Lago Timsah, onde hoje passa o Canal de Suez.

Lá permaneceram cerca de 4 meses, quando José novamente foi avisado em sonho por um Anjo do SENHOR, que Herodes tinha morrido. Mas como em seu lugar, no Governo da Judéia ficou o filho Arqueláu, mau e perverso como o pai, José que planejara regressar à Belém, decidiu levar sua esposa e JESUS para a casa que possuíam em Nazaré da Galiléia. (Mt 2,19-23)

 

8. JOSÉ, MARIDO E PAI

José, apesar de preocupado, apenas trocou um olhar triste com o JESUS, mas não disse nenhuma palavra, como também não fez qualquer censura ou gesto de reprovação ao seu FILHO.(Lc 2,41-50)

Em Nazaré puderam viver unidos com tranquilidade, construindo uma admirável família, exemplo para toda humanidade, pela consciência e responsabilidade paternal, pela harmonia que os envolvia, mesmo na simplicidade de suas funções e dos afazeres diários, revelando sobretudo que o amor sincero e honesto estava colocado num plano de real destaque e era tão grande, que administrava fraternalmente e de maneira primorosa os sentimentos mais profundos, dos membros da Sagrada Família.

Quando JESUS completou 12 anos de idade, foi levado ao Templo em Jerusalém, pelos seus pais, para a celebração de sua primeira Páscoa. De acordo com os costumes e a lei judaica, quando os jovens completavam a idade de 12 anos, tanto para as moças como para os rapazes, atingiam a maioridade. As moças ficavam legalmente habilitadas a se casar e os rapazes tornavam-se cidadãos judeus.

Terminada a solenidade da Páscoa, todos regressavam aos seus lares como habitualmente acontecia. Entretanto, sem que ninguém observasse, JESUS não embarcou na caravana. Durante a viagem, embora José e Maria sentissem a ausência DELE, como a caravana era grande, constituída por diversas famílias amigas, imaginaram que ELE estivesse em alguma parte da caravana, atendendo alguma necessidade ou exercitando a grandeza de seu coração.

Todavia, no final do primeiro dia de viagem, quando a caravana alcançou o local previamente combinado para acamparem e passar a noite, José e Maria preocuparam-se, porque ELE não apareceu como de costume, para ajudá-los a montar a barraca e fazer os preparativos para as acomodações onde iam dormir.

Cheios de aflições procuraram JESUS em todas as outras barracas… Ninguém tinha notícias DELE!… Repletos de dúvidas e angustiados pela ausência do Filho querido, não puderam dormir, passaram a noite imaginando o que poderia ter acontecido.

No dia seguinte, logo cedo, aprontaram os animais e voltaram à Jerusalém. Chegaram ao anoitecer e logo fizeram as primeiras buscas. Mas cansados e com muito sono deixaram para procurá-lo no dia seguinte.

Na manhã do terceiro dia, O encontraram no Templo ensinando e dando autênticas explicações das Sagradas Escrituras, aos doutores da Lei. Verdadeiramente, esta foi a única manifestação da Natureza Divina do SENHOR registrada na Bíblia, antes DELE iniciar a Vida Pública aos 30 anos de idade.

Indubitavelmente foi um acontecimento marcante. José e Maria encontraram JESUS ensinando aos doutores da lei no Templo. Admirados, mas desgastados e cansados pela noite mal dormida, pelo cansaço da viagem e a falta de notícias, Maria inquiriu o FILHO a respeito de Seu procedimento. José, apesar de preocupado, apenas trocou um olhar triste com o JESUS, mas não disse nenhuma palavra, como também não fez qualquer censura ou gesto de reprovação ao seu FILHO.(Lc 2,41-50)

 

9. A PERSONALIDADE DE JOSÉ

a Igreja chama São José de “o Justo”, que quer significar o procedimento equilibrado de um homem, responsável, discreto, cultivador e respeitador do direito das pessoas e de uma singular expressão de amor a DEUS: “o seu silêncio”.

Na verdade, era assim que José se conduzia em todas as ocasiões, inclusive nas mais difíceis. Nenhuma palavra e nenhum gesto. Apenas um olhar que revelava preocupação, cuidados, sofrimento, aflição e sobretudo, cheio de uma carinhosa piedade.

Este procedimento estava alicerçado numa imensa confiança na Providência Divina e por isso mesmo, não eram necessários os seus gestos e nem as suas palavras de reprovação. Também é por isso que não se encontra nas Sagradas Escrituras qualquer frase pronunciada por ele, em qualquer tipo de ocorrência ou numa manifestação de amor, atestando com o seu “silêncio”, uma entrega total nas mãos de DEUS. Deixou transparente, que não eram necessários qualquer pedido, qualquer explicação ou qualquer palavra diante do CRIADOR.

José nos ensina, que no viver cotidiano cada pessoa deve procurar cumprir conscientemente a sua parte sem nada questionar e não se preocupar em conhecer detalhes dos acontecimentos. O SENHOR DEUS tudo acompanha e está presente em todas ocorrências, jamais se omite diante de um filho que solicita o seu Divino favor para solucionar uma dificuldade ou qualquer tipo de problema.

Por essa razão, silenciosamente aceitava tudo e obedecia com presteza a voz da razão, muito embora em diversas ocasiões o seu coração ficasse pequenino de dor, premido e pressionado por uma angustiante expectativa, como por exemplo no desaparecimento de JESUS, seu Filho.

Este santo e heroico proceder, manteve imutável ao longo de toda a sua vida. Em virtude de tal conduta, a Igreja chama São José de “o Justo”, que quer significar o procedimento equilibrado de um homem, responsável, discreto, cultivador e respeitador do direito das pessoas e de uma singular expressão de amor a DEUS: “o seu silêncio”.

 

10. JOSÉ CUMPRE SUA MISSÃO

A felicidade de José, deitado nos braços de JESUS e de Maria, os grandes amores de sua vida, recebendo conforto e ternura na sua “hora” derradeira, quando finalmente concluída a sua missão partiu para a eternidade, para os braços afetuosos do SANTO PAI.

Em vida não intercedeu junto ao CRIADOR para que ocorresse alguma cura ou milagre, da mesma forma que também nunca profetizou. Era um homem simples e leal, dedicado ao seu trabalho e a sua família. Pela exuberância de seu afeto podemos imaginá-lo tantas e tantas vezes embalando o MENINO JESUS em seus braços para que ELE adormecesse ou com a finalidade de acalmar a CRIANÇA por causa de algum problema: de alimentação, sono, ou algum distúrbio orgânico.

Também nas situações de perigo e expectativa, podemos imaginá-lo segurando as mãos de Maria, infundindo-lhe coragem, revelando um sentimento de proteção, ou juntos em orações ao CRIADOR, suplicando auxílio e inspiração para ultrapassarem alguma séria dificuldade. E por todas estas suposições, e outras que podem ser imaginadas, coloca em evidência a força e o poder do amor sincero, que desabrocha e opera de maneira admirável, quando a família é unida e caminha com o SENHOR.

Esta realidade ainda nos leva a imaginar também a felicidade de José, deitado nos braços de JESUS e de Maria, os grandes amores de sua vida, recebendo conforto e ternura na sua “hora” derradeira, quando finalmente concluída a sua missão partiu para a eternidade, para os braços afetuosos do SANTO PAI.

Provavelmente ele faleceu quando JESUS tinha 30 anos de idade, isto porque, a partir desta época o Novo Testamento não faz mais nenhuma referência a José.

 

11.A VISÃO DA IGREJA SOBRE SÃO JOSÉ

José teve, de fato, por esposa a Imaculada Virgem Maria, da qual por virtude do Espírito Santo, nasceu Nosso Senhor Jesus Cristo, que, junto aos homens, se dignou ser julgado filho de José, e lhe foi submisso. E José, não só viu Aquele que tantos reis e profetas desejaram ver, mas conversou com Ele, estreitou-o ao peito com paternal afeto, beijou-o. e, além disso, com extremoso cuidado, alimentou Aquele que devia ser nutrição espiritual e alimento de vida eterna para o povo fiel.

Por ter sido um homem autêntico, correto e perseverante no cumprimento de todas as responsabilidades, sobretudo na fidelidade ao SENHOR, hoje é exemplo de vida por sua grande amizade e pelo seu imenso amor a DEUS. Os Papas muito tem feito para estabelecer e divulgar com destaque o seu lugar na Igreja, reconhecendo o seu exemplo de vida. É proclamado modelo como chefe de família. Muitos Institutos e Congregações Religiosas que aspiram a perfeição cristã, é modelo para vocações Sacerdotais. Sua Festa é comemorada pelo povo do Senhor no dia 19 de Março, desde 1621.

O Papa Pio IX, no dia 8 de dezembro de 1870, declarou o glorioso São José, Padroeiro da Igreja Católica. Este mesmo Papa, em 08/12/1854, já tinha proclamado solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora.

Através de Decreto da Congregação dos Sagrados Ritos, o Papa atendeu à solicitação do episcopado do mundo todo, que estava então reunido no Concílio Vaticano I ( 08/12/1869 a 20/10/1870), os quais rogaram ao Santo Padre que se dignasse constituir São José Padroeiro da Igreja Católica. Assim se expressou a Sagrada Congregação dos Ritos:

“Assim como Deus constituíra o antigo José, filho do antigo patriarca Jacó, para presidir em toda a terra do Egito, a fim de conservar o trigo para os povos; assim, chegada a plenitude dos tempos, estando para enviar à terra o seu Unigênito Filho para redenção do mundo, escolheu outro José, de quem o primeiro era figura. constituiu-o Senhor e Príncipe de sua casa e de sua possessão, e elegeu-o custódio de seus principais tesouros.

José teve, de fato, por esposa a Imaculada Virgem Maria, da qual por virtude do Espírito Santo, nasceu Nosso Senhor Jesus Cristo, que, junto aos homens, se dignou ser julgado filho de José, e lhe foi submisso. E José, não só viu Aquele que tantos reis e profetas desejaram ver, mas conversou com Ele, estreitou-o ao peito com paternal afeto, beijou-o. e, além disso, com extremoso cuidado, alimentou Aquele que devia ser nutrição espiritual e alimento de vida eterna para o povo fiel.

Por esta excelsa dignidade, concedida por Deus a seu fidelíssimo Servo, a Igreja, após a Virgem Santíssima, sua Esposa, teve sempre em grande honra e cumulou de louvores o Beatíssimo José, e nas angústias lhe implorou a intercessão. Ora, estando a Igreja, nestes tristíssimos tempos, perseguida em toda parte por inimigos e opressa por tão graves calamidades, a ponto de julgarem os ímpios que as portas do abismo prevaleceram contra Ela, os Bispos de todo o mundo católico, em seu nome e no dos fiéis confiados a seus cuidados, rogaram ao Sumo Pontífice que se dignasse constituir São José Padroeiro da Igreja Católica.

Tendo pois eles, no Sagrado Concílio Ecumênico Vaticano I, renovado com maior insistência os mesmos pedidos e desejos, o Santo Padre Pio IX, comovido com a presente e lutuosa condição dos tempos, querendo de modo especial colocar-se a si mesmo e aos fiéis sob o poderosíssimo Patrocínio do Santo Patriarca José e satisfazer os desejos dos Bispos, declarou-o solenemente Padroeiro da Igreja Católica.

Elevou a sua festa, que caí a 19 de março a rito duplo de primeira classe. E, além disso ordenou que esta declaração, feita com o presente decreto da Sagrada Congregação dos Ritos, fosse publicado no dia consagrado à Imaculada Virgem Mãe de Deus, Esposa do castíssimo José”. Eram, como sempre, tempos difíceis para a Igreja.

O Papa convocara o Concílio Vaticano I para enfrentar o brado da Revolução Francesa (1789) contra a fé, no endeusamento da razão e do nacionalismo. O século XIX começou marcado pelo materialismo racionalista e pelo ateísmo, fora da Igreja. dentro dela as tendências conciliaristas e de separatismo, que enfraqueciam a autoridade do Papa e a unidade da Igreja. Mais uma vez a Barca de Pedro era ameaçada pelas ondas do século. Então a Igreja recomendou-se ao “Pai” terreno do Senhor. Aquele que cuidara tão bem da Cabeça da Igreja, ainda Menino, cuidaria também de todo o seu Corpo Místico.

Trinta anos depois, o Papa Leão XIII, no dia 15/8/1899, assinava a Encíclica “Quanquam Pluries” sobre São José, nos tempos difíceis da virada do século. Ouçamos o Papa: “Nos tempos calamitosos, especialmente quando o poder das trevas parece tudo usar em prejuízo da cristandade, a Igreja costuma sempre invocar súplice a Deus, autor e vingador seu, com maior fervor e perseverança, interpondo também a mediação do Santo, em cujo patrocínio mais confia para encontrar socorro, entre os quais se acha em primeiro lugar a Augusta Virgem Mãe de Deus”.

“Ora, bem sabeis Veneráveis Irmãos que os tempos presentes não são menos desastrosos do que tantos outros, e tristíssimos, atravessados pela cristandade. De fato, vemos perecer em muitos o princípio de todas as virtudes cristãs, de fé, extinguir-se a caridade, depravar-se nas idéias e costumes a nova geração, perfeitamente hostilizar-se por toda a parte a Igreja de Jesus Cristo, atacar-se atrozmente o Pontificado, e com audácia cada vez mais imprudente arrancarem-se os próprios fundamentos da religião”.

“Nós propomos… para tornar Deus mais favorável às nossas preces e para que Ele, recebendo as súplicas de mais intercessores, dê mais pronto e amplo socorro à sua Igreja, julgamos sumamente conveniente que o povo cristão se habitue a invocar com singular devoção e confiança, juntamente com a Virgem Mãe de Deus, o seu castíssimo esposo São José: temos motivos particulares para crer que seja isto aceito e agradável à própria Virgem. E, a respeito desse assunto, do qual pela primeira vez tratamos em público, bem conhecemos que a piedade do povo cristão não só é favorável, mas tem progredido também por iniciativa própria. pois vemos já gradativamente promovido e estendido o culto de São José por zelo dos Romanos Pontífices, nas épocas anteriores, universalmente aumentado e com indubitável incremento nestes últimos tempos, em especial depois que Pio IX, nosso antecessor de feliz memória, declarou às súplicas de muitos bispos, Padroeiro da Igreja Católica o Santíssimo Patriarca. Não obstante, por ser muito necessário que seu culto lance raízes nas instituições católicas e nos costumes, queremos que o povo cristão receba, antes de tudo, de nossa voz e autoridade novo estímulo”. Vemos assim que, nas horas mais difíceis de sua caminhada a Igreja sempre recorre à Sua Mãe Santíssima, que nunca a desamparou. e, em seguida ao seu esposo castíssimo São José.

E Leão XIII explica as razões da grandeza de São José por “ser ele esposo de Maria e pai adotivo de Jesus”. “Daí derivou toda a sua grandeza, graça, santidade e glória. É certo que a dignidade de Mãe de Deus se eleva tão alto que nada existe de mais sublime. Mas, porque entre a bem-aventurada Virgem e José estreitou-se o laço conjugal, não é possível duvidar que da altíssima dignidade, pela qual a Mãe de Deus é imensamente superior a todas as criaturas, ele se aproximou mais que qualquer outro. Pois o conúbio é a máxima sociedade e amizade, à qual se une a comunhão dos bens. Por essa razão, se Deus deu à Virgem, como esposo, José, Ele o deu não só para companheiro de vida, testemunha da virgindade e tutor da honestidade, mas também para que participasse, por meio do vínculo conjugal, de sua excelsa grandeza”. “Assim ele sobressai entre todos pela augusta dignidade, porque foi, por divina disposição, Custódio, e aos olhos dos homens, pai do Filho de Deus. Donde se seguia que o Verbo de Deus modestamente se sujeitava a José, obedecia-lhe, prestava-lhe honra e reverências devidas pelos filhos a seus pais”.

E o Papa destaca a missão que Deus confiou a José: “Ora, a casa divina que José, quase com pátrio poder, governava, era o berço da Igreja nascente. A Virgem Santíssima, por ser Mãe de Jesus Cristo, e também Mãe de todos os cristãos, por Ela gerados em meio às atrocíssimas penas do Redentor no Calvário. como Jesus Cristo é, de certo modo o primogênito dos cristãos, seus irmãos por adoção e redenção. Daí resulta ser confiada, de modo especial, ao Beatíssimo Patriarca a multidão dos cristãos, da qual se compõe a Igreja, isto é, a inúmera família espalhada por todo o mundo e sobre o qual tem, como esposo da Virgem e pai adotivo de Jesus Cristo, uma autoridade paterna. É pois conveniente e sumamente digno para o bem”aventurado José que, assim como costumava proteger santamente em todo o evento a família de Nazaré, agora assista e defenda, com seu celeste patrocínio, a Igreja de Cristo”.

O Papa Leão XIII fez questão de compor uma Oração a São José pela Santa Igreja, a seguir transcrita.

 

12. ORAÇÃO A SÃO JOSÉ (PAPA LEÃO XIII)

“A vós, São José, recorremos em nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio de Vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança solicitamos o vosso patrocínio. Por esse laço sagrado de caridade, que os uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus conquistou com seu sangue,e nos socorrais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder.

Protegei, ó Guarda providente da Divina Família, a raça eleita de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas. assim como outrora salvastes da morte a vida do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas de seus inimigos e contra toda adversidade. Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, a vosso exemplo, e sustentados com vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no céu a eterna bem-aventurança.

 

13. SANTO DOS SANTOS

Santo Afonso de Ligório:
Garantia que todo dom ou privilégio que Deus concedeu a outro Santo também o concedeu a São José.

São Jerônimo:
José mereceu o nome de “Justo”, porque possuía de modo perfeito todas as virtudes”. De fato, podemos concluir que, se José foi escolhido para Esposo de Maria, a mais santa de todas as mulheres, é porque ele era o mais santo de todos os homens. Se houvesse alguém mais santo que José, certamente seria este escolhido por Jesus para Esposo de Sua Mãe Maria.

São Bernardo:
“De sua vocação, considerai a multiplicidade, a excelência, a sublimidade dos dons sobrenaturais com que foi enriquecido por Deus”.

Santa Teresa de Ávila :
“Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e muito me encomendei a ele. Claramente vi que dessa necessidade, como de outras maiores referentes à honra e à perda da alma, esse pai e senhor meu salvou-me com maior lucro do que eu lhe sabia pedir. Não me recordo de lhe haver, até agora, suplicado graça que tenha deixado de obter. Coisa admirável são os grandes favores que Deus me tem feito por intermédio desse bem-aventurado santo, e os perigos de que me tem livrado, tanto do corpo como da alma. A outros santos parece o Senhor ter dado graça para socorrer numa determinada necessidade. Ao glorioso São José tenho experiência de que socorre em todas. O Senhor quer dar a entender com isso como lhe foi submisso na terra, onde São José, como pai adotivo, o podia mandar, assim no céu atende a todos os seus pedidos. Por experiência, o mesmo viram outras pessoas a quem eu aconselhava encomendar-se a ele. A todos quisera persuadir que fossem devotos desse glorioso santo, pela experiência que tenho de quantos bens alcança de Deus…De alguns anos para cá, no dia de sua festa, sempre lhe peço algum favor especial. Nunca deixei de ser atendida”. Este testemunho de uma grande Santa Doutora da Igreja dispensa comentários, e precisa ser lido e relido como muita atenção.

Outros pensamentos:
Os Santos Padres e Doutores da Igreja concordam em dizer que São José foi escolhido para esposo de Maria pelo próprio Deus.

O Papa Pio IX, antes mesmo de proclamar S. José Patrono da Igreja, já dizia : “É racional colocar o Corpo Místico do Salvador, a Igreja, sob a poderosa proteção dAquele que velou sobre Jesus e Maria”. Os sustentáculos da Igreja nascente, José e Maria, retomem nos corações o lugar que jamais deveriam ter perdidos, e o mundo será salvo outra vez”. Se na terra São José foi o protetor do próprio Menino-Deus, deve ser agora o Patrono (protetor, defensor, guarda) do seu Corpo Místico, a Igreja.

Próximo de Jesus e de Maria, São José é Estrela de primeira grandeza no Céu e intercede pela Igreja sem cessar, assim como, na terra, velava sem se descuidar, do Filho de Deus a ele confiado. Nos recomendemos todos a ele, todos os dias. Ó homem casto e fiel, a sua pureza eu quero ter para agradar a Deus.

do SacraMusic
Publicado originalmente no SacraMusic em 19 de março de 2004

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